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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

INN - Via Os Amigos do Presidente Lula - A primeira página é aquela que fica...

 

 

A primeira página é aquela que fica...


Na manhã de  quinta feira (18),o jornal Folha de São Paulo, estampou na primeira página do jornal online, com fonte extra grande, uma enorme manchete: "Sob governo Dilma, desigualdade no Brasil aumenta pela primeira vez desde 2001" (Imagem abaixo). A notícia, ocupou a primeira página, quase o dia inteiro. Algo incomum por se tratar de um jornal online, Mas, contra Dilma, vale tudo.
 A falsa notícia, além de ter sido comemorada pelos adversários de Dilma, também ganhou manchete no jornal imprensso, (aquele que fica pendurado nas bancas de jornais), nessa sexta feira (19) (Veja imagem abaixo)
Depois do estrago feito, depois de favorecer Aécio e Marina, que discursaram com acusações contra a presidenta, eis que a Folha escolhe um cantinho na página  "Mercado", em letras miúdas,  bem longe dos olhares dos leitores do jornal, para publicar um "Erramos"
 Se o jornal estivesse mesmo empenhado em consertar o "erro", teria publicado o "erramos" na primeira página do jornal. Com o mesmo destaque que deu a notícia mentirosa

A notinha diz "Diferentemente do que informou o título da reportagem "Sob governo Dilma, desigualdade no Brasil aumenta pela primeira vez desde 2001" (Mercado - 18/09/2014 10h00), não é possível afirmar que a desigualdade no país aumentou apenas com base no crescimento de 0,002 do indicador que mensura a distribuição dos rendimentos do trabalho e de 0,001 do que mede as fontes de rendimento. Os dados apontam que há uma estagnação do modelo de redução da desigualdade. O texto foi corrigido

 Pelo que vemos, o jornal  não estava produzindo informação, estava produzindo uma intervenção no debate eleitoral, uma intervenção motivada, uma "informação interessada", motivada pela sua posição política de direita.

A pessoa que lê o jornal quando fica pendurado na frente da banca – lê a manchete da primeira pagina. E é por isso que mancheteiro é cargo de confiança do dono. Ele diz qual a bandeira do dono. 
 
Fonte:

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O TERROR DO NORDESTE: Mais uma de Marina:entregar o pré-sala para estran...

 O PSB da candidata Marina Silva assumiu: tem a intenção de priorizar o
interesse das multinacionais na exploração do pré-sal. É o que prevê,
pelo menos, a revisão do regime de partilha, aprovado durante o governo
Lula. Nesta segunda-feira 15, durante encontro com empresários em São
Paulo, o coordenador da campanha da presidenciável, Walter Feldman,
chamou a política atual de "doutrinária" e errada.


O TERROR DO NORDESTE: Mais uma de Marina:entregar o pré-sala para estran...: O PSB da candidata Marina Silva assumiu: tem a intenção de priorizar o interesse das multinacionais na exploração d...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

INN - REACI-O-TÁRIOS BOBALIZADOS E GOLPIST45, . . .MOSTRA PRO AÉCIO !


INN - DESCARTANDO AÉCIO, FHHC O LESAPÁTRIA COM SEU PSDBOSTA APOSTAM EM BLÁBLÁRINA ITAÚ . . .

Via Justiceira de Esquerda

 
Por Juarez Guimarães, no site Carta Maior:
Antes de Marina Silva deixar o segundo governo Lula e o PT, Hamilton Pereira eu escrevemos uma carta aberta a ela dirigida com o nome “Em favor das razões de Marina”, publicada no site da Fundação Perseu Abramo. Nela, após anotar os avanços já conquistados no campo ecológico durante os governos Lula (redução drástica do desmatamento da Amazonia, nova regulação inclusive com a introdução do critério ambiental no financiamento dos bancos públicos, grande extensão das áreas ecologicamente preservadas, presença de liderança nos fóruns internacionais de políticas contra o aquecimento global), reconhecíamos que a agenda ecológica ainda não havia ido ao centro da cultura da esquerda brasileira e do próprio governo. Marina tinha ainda um grande trabalho a cumprir neste sentido.
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quinta-feira, 31 de julho de 2014

INN - VALE FATURA NO ÚLTIMO TRIMESTRE DE 2014, O MESMO QUE "PAGARAM" POR ELA . . .

Saiba os bastidores da privatização da Vale do Rio Doce- 1997

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da Folha Online

Veja como aconteceu a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997:

Privatização

A CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) foi privatizada em 6 de maio de 1997. O consórcio Brasil, liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional, de Benjamin Steinbruch, adquiriu o controle acionário da Vale por R$ 3.338.178.240.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u32146.shtml

2014 - Lucro da Vale quase quadruplica no trimestre e alcança R$ 3,19 bilhões

Do UOL, em São Paulo
A mineradora Vale (VALE3, VALE5) registrou lucro líquido de R$ 3,187 bilhões no segundo trimestre deste ano, quase quatro vezes o resultado registrado no mesmo período do ano anterior (lucro de R$ 832 milhões). Em 2013, o resultado tinha sido afetado por perdas bilionárias com a alta do dólar.
O lucro da maior produtora global de minério de ferro só não foi maior devido à queda no preço do produto no mundo.
Houve queda de 46% em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a empresa tinha lucrado R$ 5,909 bilhões, devido a perdas com projetos em Simandou (Guiné) e com a mina de Integra Coal (Austrália).
A receita líquida, por sua vez, ficou praticamente estável, somando R$ 22,08 bilhões no segundo trimestre, apenas 0,1% acima do verificado em igual intervalo em 2013.
No entanto, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ficou 10,2% menor no segundo trimestre, se situando em R$ 9,1 bilhões.
Ainda de acordo com a companhia, o resultado financeiro melhorou em 98,2% no segundo trimestre deste ano, em relação a igual período no ano passado, mas ainda assim ficou negativo em R$ 128,5 milhões.
A empresa informou também ter apurado ganho de R$ 1,9 bilhão no desempenho do segundo trimestre, ante igual período no ano passado, devido à valorização do real.

Vendas de minério de ferro sobem, mas preços caem

As vendas de minério de ferro (finos) cresceram 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 63,726 milhões de toneladas. Porém, os preços do produto caíram 17,6% comparados a  2013, para US$ 84,60 por tonelada, devido ao aumento da oferta global.
A própria companhia produziu um recorde para o segundo trimestre.
"Um trimestre bastante desafiador, em que o preço do nosso principal produto, o minério de ferro, caiu... mas no qual, ainda assim, a Vale conseguiu manter praticamente estável seu resultado operacional. A receita cresceu... graças ao desempenho muito positivo da nossa produção", disse o diretor financeiro, Luciano Siani, em vídeo divulgado pela companhia.
A Vale notou que, "apesar dos preços do minério de ferro mais baixos, a Vale pagou confortavelmente dividendos, no valor de US$ 2,1 bilhões, mantendo o seu nível de endividamento total em US$ 30,257 bilhões".
Segundo nota da empresa, o aumento de oferta pelos principais produtores fez o preço cair no período, mas causou o fechamento de minas de alto custo e a redução de exportações de produtores não tradicionais como Indonésia, México e Vietnã. Quando os produtores menos eficientes saem do mercado, há uma tendência de sustentação das cotações.
(Com Reuters e Valor)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

INN - OS 10 MAIORES MICOS DA COPA DO MUNDO DO BRASIL - Via FB Dom Dhyone Bonfim

Dom Dhyone Bonfim
Dom Dhyone Bonfim 23 de junho de 2014 14:32

Na Copa do Mundo do Brasil, foram embora pro chuveiro mais cedo aqueles que torceram pelo fracasso do país. Confira alguns micos da elite e da mídia.

Najla Passos

A Copa do Mundo do Brasil ainda não passou da primeira fase, mas já são fartas as gafes, foras e barrigadas do mundial, especialmente fora do campo.

E, curiosamente, elas nada têm a ver com as previsões das “cartomantes do apocalipse” que alardeavam que o país não seria capaz de organizar o evento e receber bem os turistas estrangeiros. Muito pelo contrário.

Os estádios ficaram prontos, os aeroportos estão funcionando, as manifestações perderam força, os gringos estão encantados com a receptividade brasileira e a imprensa estrangeira já fala em “Copa das Copas”.

Confira, então, os principais micos do mundial… pelo menos até agora!

1 – O fracasso do #NãoVaiTerCopa

Mesmo com o apoio da direita conservadora, da esquerda radicalizada, da mídia monopolista e dos black blocs, o movimento #NãoVaiTerCopa se revelou uma grande falácia. As categorias de trabalhadores que aproveitam a visibilidade do evento para reivindicar suas pautas históricas de forma pacífica preferiram apostar na hashtag #NaCopaTemLuta, bem menos antipática e alarmista. E os que continuaram a torcer contra o evento e o país, por motivações eleitoreiras ou ideológicas, amargam o fracasso: políticos perdem credibilidade, veículos de imprensa, audiência e o empresariado, dinheiro!

2 – A vênus platinada ladeira abaixo

Desde os protestos de junho de 2013, a TV Globo vem amargando uma rejeição crescente da população. E se apostava no #NãoVaiTerCopa para enfraquecer o governo, acabou foi vendo sua própria audiência desabar. Uma pesquisa publicada pela coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, com base em dados do Ibope, mostra que no jogo de abertura da Copa de 2006, na Alemanha, a audiência da Globo foi de 65,7 pontos. No primeiro jogo da Copa de 2010, na África do Sul, caiu para 45,2 pontos. Já na estreia do Brasil na Copa, neste ano, despencou para 37,5 pontos.

3 – #CalaABocaGalvão

Principal ícone da TV Globo, o narrador esportivo Galvão Bueno é o homem mais bem pago da televisão brasileira, com salário mensal de R$ 5 milhões. Mas, tal como o veículo que paga seu salário, está com o prestígio cada vez mais baixo. Criticar suas narrações virou febre entre os fãs do bom futebol. E a própria seleção brasileira optou por assistir os jogos da copa pela concorrente, a TV Band. O movimento #CalaABocaGalvão ganhou ainda mais força! O #ForaGlobo também!

4 – A enquadrada na The Economist

A revista britânica The Economista, que vem liderando o ranking da imprensa “gringa” que torce contra o sucesso do Brasil, acabou enquadrada por seus leitores. A reportagem “Traffic and tempers”, publicada no último dia 10, exaltando os problemas de mobilidade de São Paulo às vésperas de receber o mundial, foi rechaçada por leitores dos EUA, Japão, Holanda, Inglaterra e Argentina, dentre vários outros. Em contraposição aos argumentos da revista, esses leitores relataram problemas muito semelhantes nos seus países e exaltaram as qualidades brasileiras, em especial a hospitalidade do povo.

5 – O assassinato da semiótica

Guru da direita brasileira, o colunista da revista Veja, Rodrigo Constantino, provocou risos com o texto “O logo vermelho da Copa”, em que acusa o PT de usar a logomarca oficial do mundial da Fifa para fazer propaganda subliminar do comunismo. Virou chacota, claro. O correspondente do Los Angeles Times, Vincent Bevins, postou em seu Twitter: “Oh Deus. Colunista brasileiro defendendo que o vermelho 2014 na logo da Copa do Mundo é obviamente uma propaganda socialista”. Seus leitores se divertiram usando a mesma lógica para apontar outros pretensos ícones comunistas, como a Coca-Cola (lol)!

6 – A entrevista com o “falso” Felipão

Ex-diretor da Veja e repórter experiente, Mário Sérgio Conti achou que tivesse tirado a sorte grande ao encontrar o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, em um voo comercial, após o empate com o México. Escreveu uma matéria e a vendeu para os jornais Folha de S. Paulo e O Globo, que a publicaram com destaque. O entrevistado, porém, era o ator Wladimir Palomo, que interpreta Felipão no programa humorístico Zorra Total. No final da conversa, Palomo chegou a passar seu cartão à Conti, onde está escrito: “Wladimir Palomo – sósia de Felipão – eventos”. Mas, tão confiante que estava no seu “furo de reportagem”, o jornalista achou que era uma “brincadeirinha” do técnico…

7 – A “morte do pai” do jogador marfinense

O jogador da costa do Marfim, Serey Die, caiu no choro quando o hino do seu país soou no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Imediatamente, a imprensa do Brasil e do mundo passou a noticiar que o pai dele havia morrido poucas horas antes. A comoção vias redes sociais foi intensa. O jogador, porém, desmentiu a notícia assim que pode. Seu pai havia morrido, de fato. Mas há dez anos. As lágrimas se deveram a outros fatores. “Também pensei no meu pai, mas é por tudo que vivi e por ter conseguido chegar a uma copa do mundo”, explicou.

8 – “Vai pra casa, Renan!”

Cheio de boas intenções, o estudante Renan Baldi, 16 anos, escolheu uma forma bastante condenável de reivindicar mais saúde e educação para o país: cobriu o rosto e se juntou aos black block paulistas para depredar patrimônio público na estreia do mundial. Foi retirado do meio do protesto pelo pai, que encantou o país ao reafirmar seu amor pelo filho, mas condenar sua postura violenta e antidemocrática. A hashtag #VaiPraCasaRenan fez história nas redes sociais!

9 – O fiasco do “padrão Fifa”

Pelos menos 40 voluntários da Copa em Brasília passaram mal após consumir as refeições servidas pela Fifa, no sábado (14), um dia antes do estádio Mané Garrincha estrear no mundial com a partida entre Suíça e Equador. Depois disso, não apareceu mais nenhum manifestante desavisado para pedir saúde e educação “padrão Fifa” no país!

10 – Sou “coxinha” e passo recibo!

Enquanto o Brasil e o mundo criticavam a falta de educação da “elite branca” que xingou a presidenta Dilma no Itaquerão, a empresária Isabela Raposeiras decidiu protestar pela causa oposta: publicou no seu facebook um post contra o preconceito e à discriminação dirigidos ao que ela chamou de “minoria de brasileiros que descente da elite branco-europeia”. “Não sentirei vergonha pelas minhas conquistas, pelo meu status social, pela minha pele branca”, afirmou. Virou, automaticamente, a musa da “elite coxinha”.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

INN - Por que se fala tanto da “TV Revolta”, fenômeno da pregação de ódio seletivo na internet



Postado em 16 mai 2014
João Vitor Almeida, o "João Revolta"
João Vitor Almeida, o “João Revolta”

“Ponha um cretino fundamental em cima da mesa e você manda ele falar, ele dá um berro e, imediatamente, milhares de outros cretinos se organizam, se arregimentam e se aglutinam”, disse Nelson Rodrigues. “O cretino fundamental raspava a parede da sua humildade e na consciência da sua inépcia. Mas, agora, conseguiram finalmente pela superioridade numérica. Porque para um gênio, você tem um milhão de imbecis.”
João Vitor Almeida Lima, sonoplasta barbudo da rede Bandeirantes, é o criador da chamada TV Revolta, que virou notícia pela quantidade de seguidores. Ele tem um canal no YouTube e uma página no Facebook com quase 3 milhões de curtidas em que o que faz é reverberar ódio patológico.
É um fenômeno de audiência. De cima de seu banquinho, Lima conseguiu reunir uma multidão de gente como ele, supostamente indignada com “tudo isso que está aí”. Aparece em vídeos babando na gravata, falando palavrões, batendo na mesa, despejando sua intolerância mortal — seletiva, claro. Há memes, ilustrações, frases, o que for, contra cotas raciais, o funk, o Bolsa Família, a saúde, a Copa.
Deságua nos Grandes Satãs: o PT, Lula e Dilma. Não entra nada, absolutamente nada, sobre nenhum outro partido.
No meio da ignorância, das ofensas e das simplificações, aparecem posts sobre cães abandonados, com ameaças aos donos que cometem essa crueldade, e frases de auto-ajuda. Lima usa um alter ego, “João Revolta”, para gravar seus depoimentos. João é, em sua descrição, um “rapaz de 30 e poucos anos indignado com o sistema global”.
Detona os direitos humanos, os pobres, os preguiçosos e vagabundos que dependem de programas sociais, enquanto defende Rachel Sheherazade, idolatra Joaquim Barbosa, afaga a polícia. Recentemente, ele afirmou que foi denunciado no YouTube e sua conta suspensa por alguns dias. Voltou mais animado ainda, desta vez alegando que foi censurado pelo governo. Governo comunista, claro.
A raiva online polui o ambiente da internet e se espalha de maneira viral. A página do Guarujá Alerta é um exemplo das consequências desse tipo de mentalidade num ambiente já envenenado. Qual o limite? O Facebook, sempre pronto a retirar do ar fotos de Scarlett Johansson, permite que abjeções como a TV Revolta continuem a mil.
Essa violência virtual é compartilhada por 3 milhões de cidadãos. Christopher Wolf, diretor de uma entidade internacional especializada em combater discursos de ódio na net, disse uma vez que o “Holocausto não começou com câmaras de gás. Tudo se inicia com palavras e estereótipos”.
Sob esse ponto de vista, a TV Revolta está no caminho certo.
Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

terça-feira, 22 de abril de 2014

INN - PASADENA, . . .saiba mais . . .

Pasadena: mitos e verdades, por José Gabrielli de Azevedo

Da Folha
Pasadena: mitos e verdades
Por José Gabrielli de Azevedo
A aquisição de Pasadena foi aprovada porque era vantajosa. Empresários do conselho que não pertenciam ao governo foram favoráveis
Pasadena foi um bom negócio? A resposta é sim para o momento da compra, mas não teria sido sob o cenário entre 2008 e 2012.
Nos últimos dois anos, as condições do mercado de petróleo, sobretudo nos Estados Unidos, voltaram a se inverter, com a crescente valorização dos ativos.

A refinaria está em operação todos esses anos e, devido à disponibilidade de petróleo leve e barato no Texas, como efeito do "shale gas" [gás de xisto], ela é lucrativa, ainda que a Petrobras não tenha realizado os investimentos para capacitá-la a processar petróleo pesado.
Irresponsavelmente, a oposição distorce fatos e dados sobre sua aquisição, criando uma narrativa que desinforma a população, prejudica a imagem da Petrobras e atenta na depreciação de seu valor de mercado.
Vamos aos mitos: o primeiro refere-se ao fato de que o antigo proprietário de Pasadena, o grupo Astra, pagou US$ 42,5 milhões pela refinaria e depois revendeu à Petrobras por US$ 1,25 bilhão.
A verdade é que a Astra desembolsou US$ 360 milhões antes de revender por US$ 554 milhões, sendo US$ 259 milhões pagos pela Petrobras em 2006, como afirmou a presidente da empresa, Graça Foster, e US$ 295 milhões posteriormente à disputa judicial, já em junho de 2012, mas considerando as condições de mercado de 2006. O crescimento da demanda de derivados nos EUA, sobretudo de 2004 a 2007, levou a um aumento progressivo no preço das refinarias, contudo, o valor de Pasadena foi inferior à média das transações em 2006.
Outro mito aponta para suposto equívoco do Conselho de Administração na compra de refinaria no exterior. O fato é que a decisão atendia ao planejamento estratégico da companhia definido em 1999, no governo FHC, que previa investir em refino no exterior para lucrar com a venda de derivados de petróleo, sobretudo no mercado americano.
Em 2004, o mercado brasileiro de consumo de combustíveis estava estável havia uma década, enquanto a demanda no exterior era crescente. A Petrobras seguiu estratégia recorrente: pagar mais barato por uma refinaria de óleo leve e adaptá-la para processar óleo pesado.
A aquisição de Pasadena foi aprovada pelo conselho porque era vantajosa e atendia ao planejamento estratégico. A decisão foi pautada em parecer financeiro do Citigroup, que, entre 2003 e 2012, atuou em 125 transações do setor. Empresários que participavam do conselho e não pertenciam ao governo foram favoráveis à compra.
O terceiro mito é que as cláusulas "put option" (opção de venda) e "marlim" (referente ao petróleo brasileiro) seriam as responsáveis por transformar um bom negócio no momento da compra em um mau negócio no cenário entre 2008 e 2012.
Neste período, o mundo mudou, nós descobrimos o pré-sal e o planejamento estratégico da Petrobras acompanhou as mudanças. O mercado de derivados nos EUA se alterou drasticamente. Foram as variações de margens de refino e os diferenciais de preço entre o petróleo leve e pesado que fizeram a lucratividade de Pasadena variar. Enquanto isso, no Brasil, a demanda por derivados se aqueceu, levando a companhia a investir em refino interno.
Quanto à cláusula "marlim", que garantiria a rentabilidade de 6,9% à sócia da Petrobras no caso de duplicação da capacidade de refino, ela é inócua. Como não houve o investimento, e essa é a razão da disputa judicial, ela não é válida. Isso foi reconhecido pela Justiça americana.
A oposição precisa aprender que assuntos técnicos requerem uma abordagem diferente do espetáculo de uma CPI em ano eleitoral. Perceberão, mais uma vez, que a Petrobras continua sendo uma das empresas mais produtivas do mundo.
JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI DE AZEVEDO, 64, é secretário de Planejamento da Bahia. Foi presidente da Petrobras (2005-2012, governos Lula e Dilma)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

INN - Porque não dizer ao povo quem realmente afundou e tentou doar a PETROBRAS ?

Por Osvaldo Bertolino, no site da Fundação Maurício Grabois:
A tentativa da direita de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras é uma jogada que revela muito mais do que a politicagem que lhe é peculiar. Revela também os limites do nosso sistema eleitoral, que permite enviar para Brasília, por meio das urnas dominadas pelo poder econômico, traficantes de drogas, estelionatários, mandantes de assassinatos, lavadores de dinheiro e mais uma gama de contraventores e foras-da-lei.
Verdadeiros Manchas Negras e Irmãos Metralha - e alguns Superpatetas - posam de vestais nas CPIs, protagonizando situações tragicômicas, de desesperador ridículo. Gente habituada ao tráfico de influência e à falta de transparência dos acordos fechados entre quatro paredes, que fala de “ética” como valor inegociável com um cinismo invulgar.
Poucos meses após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República, em 2003, o escritor Luiz Fernando Veríssimo disse que o seu governo era decepcionante. Decepcionou os que imaginavam que ele mudaria tudo da noite para o dia e os que imaginavam que ele não mudaria nada. Ou seja: Lula nem estava salvando, nem afundando o Brasil. Aquela quebra de expectativas que Lula causou, tanto entre seus seguidores mais entusiasmados quanto entre seus detratores mais empedernidos, acarretou, por si só, um avanço inédito no amadurecimento do embate político no Brasil. Ou seja: se de nada valesse a eleição de Lula, só o fato de ela ter sido simbólica foi uma grande ruptura com a nossa história e tradição política.
De um lado, perdeu a razão de ser o discurso salvacionista do PT - hoje bandeira segurada por inexpressivos grupos "esquerdistas" que não se cansam de fazer o papel de quinta-coluna - e, de outro, talvez na mesma proporção, a propaganda irracional da direita contra as esquerdas, que permeia historicamente largas fatias da sociedade brasileira, foi posta à prova. Com a desconstrução das quimeras "esquerdistas" e das ficções conservadoras, a própria dicotomia entre esquerda e direita vai ganhando espaço no centro da discussão política como pano de fundo dos reais problemas do país - que tendem cada vez mais a ser vistos na sua essência, e não na sua superfície.
Esse é um debate presente dentro do próprio governo. Em nome da boa administração macroeconômica, por exemplo, a direita diz que não se pode agir com mais vigor na área social. Mas, se quisermos levar este debate às raízes teóricas, devemos lembrar de conceitos políticos há muito desvendados. O Estado é o governo de homens organizados em classes. E a política é a arte de organizar os homens. A vida política, portanto, é o afrontamento dos interesses sociais, de classe, pela direção do Estado. Eis o que se aprende sobre política com o ABC do marxismo.
A realidade ingrata que devora sonhos
Evidentemente, a compreensão dessas categorias é difícil em um país de oportunistas e de desmemoriados, de políticos invertebrados, de caráteres melífluos, de posições dúbias, de meias palavras. Por isso, talvez, em meio a esse fogaréu que começa a se instalar no país com a aproximação das eleições presidenciais de 2014, recrudescem posturas que sugerem descaso e indiferença do governo em relação à corrupção. São discursos rasos, que estabelecem o emocionalismo se opondo ao indivíduo, magoado em sua pureza ingênua como uma moçoila oitocentista, e a realidade ingrata que devora sonhos.
Falo da ideia estapafúrdia de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para "investigar a corrupção" na Petrobras. A última contribuição da dupla mídia-PSDB e sua equipe de "patriotas" seria na verdade uma grande confusão — caso instalada depois de todos os rodeios dos últimos dias. É fácil imaginar o redemoinho em que podem se transformar as notícias vazadas com segunda, terceira e quarta intenções no âmbito de uma CPI como essa. Voluntária ou involuntariamente, o máximo que a oposição tenta fazer é chantagem política diante do governo.
Ignorância trabalha contra a informação
É essa, unicamente, a leitura que se pode ter da proposta da CPI. O objetivo é apenas fazer marola para atrapalhar o governo, negociar alguma vantagem para a família e os amigos e nada mais. Não é, nem de longe, estudar a fundo a questão, propor mudanças na legislação e criar os meios para melhorar o combate à corrupção. É verdade que o governo vinha entrando em atritos inúteis com o Congresso. Mas nada disso abona a iniciativa de convocação de uma CPI. Ela serviria, no máximo, para manipular os incautos com vistas a desgastar a imagem de adversários políticos.
Não há, também, um comportamento suspeito do Executivo no episódio. A mídia acaba agindo, em circunstâncias onde há grande disputa pela atenção dos leitores, como amplificadora das turbulências e afinados agentes ideológicos. A busca da informação de "maior impacto" costuma afrouxar os controles sobre a qualidade e a veracidade da informação divulgada. Há também os casos onde a ignorância trabalha contra a informação. Seria muito melhor que o Congresso discutisse, a partir de episódios como esse, a natureza da corrupção no Brasil.
CPI foi imaginada para chamuscar Lula
Seria útil também que, em vez de apostar em espertezas de resultados políticos duvidosos, os deputados envolvidos nessa manobra se empenhassem em dar agilidade aos trabalhos parlamentares. O governo, portanto, não tem melhor alternativa do que obstruir a CPI por todos os meios parlamentares conhecidos e toleráveis. O que está em jogo não é a "moralidade pública", mas projetos políticos para o país.
Soprar fogo em uma CPI imaginada para chamuscar a presidenta Dilma, portanto, não parece ser uma atitude coerente para parlamentares da base aliada. Isso quer dizer que está tudo bem no campo governista? Não, não quer. Mas também não quer dizer que tudo está mal. Seria muito bom, claro, se o governo Dilma tivesse tratado a questão social do país com uma dedicação maior do que a tratou. Porque é na dimensão micro de uma sociedade que a vida das pessoas acontece. É lá que comemos, trabalhamos, arrumamos emprego, reelegemos ou não. Poderia ter sido melhor nesse quesito, não há dúvida.
Responsabilidade do governo Dilma
Como o governo agiu de forma relativamente eficiente na área social, contudo, é possível que Dilma ganhe mais quatro anos dos brasileiros em 2014, já no primeiro turno, com uma vitória ainda mais contundente do que a que realizou em 2010. Para isso, terá que resolver basicamente duas questões. A primeira é o imobilismo em que se encontra. Será preciso reorganizar-se internamente, articulando as forças que lhe dão sustentação, e tomar outra vez a dianteira dos fatos, de modo a não ser soterrado por eles. A segunda questão, muito mais complicada, será coordenar esforços maiores na área social.
Ou seja: oferecer melhores serviços à sociedade, por meio de uma máquina estatal mais eficiente e operando ao mesmo tempo cortes largos na gastança com a especulação financeira. Essa tarefa, claro, está na cartilha de qualquer governo progressista. Mesmo não sendo um privilégio de Dilma, no entanto, o enfrentamento desse problema é responsabilidade do seu governo no período que resta de seu mandato. Das soluções que puder encontrar, não há dúvida, dependerá grandemente o futuro político da frente de centro-esquerda que se formou em 2002, que passará por uma prova de fogo em 2014.
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sábado, 5 de abril de 2014

INN - SAIBA COMO FHHC QUASE DEU TUDO DA PETROBRAS EM SEU DESGOVERNO

#CPIdaPetrobras - Crimes sem castigo: 10 estragos do governo FHC na Petrobrás


Estragos produzidos na Petrobrás, pelo governo FHC, visando desnacionalizá-la:

1993 - Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás, previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica.
Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do Orçamento, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia, isso causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento.

1994 - Ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, Fernando Henrique manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais, na sua parcela dos combustíveis, em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras de derivados teve, nas suas parcelas, aumentos de 32% acima da inflação.
Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás para o cartel dessas distribuidoras.

A forma de fazer isso foi através dos dois aumentos mensais, que eram concedidos aos derivados, pelo fato da Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado, em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização.

Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores, e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao Tesouro, no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros, em face da inflação galopante então presente. Quando o Plano Real começou a ser implantado, com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos, porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro.

1995 - Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo em informações corretas.
Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão da Constituição Federal com um claro viés neoliberal.

Fernando Henrique emitiu um decreto, nº 1403/95, que instituía um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e Apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos.

Assim, tendo tempo de trabalho para me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar Franco, enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para ajudar nesse trabalho.

Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o "apagão" no setor elétrico brasileiro.

As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás na Bolívia, só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isso, pressionaram o governo a determinar que a Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a taxa de retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento.

O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja; ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte.

Foi ruim para a Bolívia, que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado.

E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de "Take or Pay", ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos, sem conseguir vender o gás no mercado nacional.

Ainda em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes.

Além disso, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exército nas refinarias, para acirrar os ânimos. Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13%, já pactuado e assinado.

Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos, provavelmente pretendendo uma ação de sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a luta dos sindicatos. Por ser o segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio brasileiro.

1995 - O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do Monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas, barganhas e chantagens com os parlamentares.

Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó, que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.
 

AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:

1) Mudou o conceito de empresa nacional
. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais.
A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a um milésimo do valor real estimado.

2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem
, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle.

3) Quebrou o monopólio das telecomunicações
, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gasto na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento, como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital.

4) Quebrou o monopólio do gás canalizado
e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação.

5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo
, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava Direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era uma salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional.

1996
- Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9.478/97.
Esta Lei contém artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21º, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26º - fruto da atuação do lobby, sobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC - efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26º confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.


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