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terça-feira, 29 de agosto de 2017

INN - O mêdo deles é esse cara voltar ! - Via Justiceira de Esquerda

um velho brizolista é, talvez, mais fácil entender o que se passa em relação a Lula que a muitos petistas.

Estamos acostumados ao que eu chamava de “cenas de brizolismo explicito”, como temos agora as de “lulismo explícito”

Damos de ombros à crítica de que isso é populismo, porque sabemos contra o que este nome é usado.

Como não somos regidos pelo “o que sai no jornal”.

Porque o jornal é “deles”.

Sim, digam que somos simplórios, que temos um “nós” e “eles”.

Não sai na imprensa, claro, ou sai torcido, explorando migalhas: um contratempo aqui, a presença de estruturas públicas presentes ali – ter proteção policial em jogo de futebol ou show de música é legítimo, não é? – mas os videos e as imagens não mentem.

A caravana de Lula pelo Nordeste ganha ares de procissão.

A luzes dos “flashes” dos celulares ganham cores de velas acesas de esperança.

Outras luzes, as de alarme, acenderam-se nos salões.

Onde não creem na profecia de Gláuber Rocha: “mais fortes são os poderes do povo”

O “vale-tudo” vai atingir proporções inimagináveis. Ou melhor, imagináveis para que viu coisas como aquelas do “O Fim do Brasil” do grupo que patrocina aquele site de extrema direita do qual não se pronuncia o nome aqui.

Por isso a um velho brizolista é mais fácil entender.

Porque aprendeu que não são virtudes vagas que estão na balança, mas o próprio reconhecer-se do povo.

Por isso as elites – poucos – e os elitistas – muitos – não entendem que não é a um herói que abraçam, agarram, beliscam, beijam, amassam em seus braços.

Abraçam, agarram, beliscam, beijam, amassam a si mesmos, tomados pela sensação – muito mais do que pela compreensão racional – de que existem, de que não têm mais que viver escondidos na floresta ou no sertão, como bichos.

Não são bichos, são gente, como eu ou você.

Que quer ser tão importante como qualquer um, até mesmo um pouco menos, talvez, por enquanto.

Mas que quer existir, como descobriu que existia.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

INN - DISTRITÃO ou DETRITÃO - Via Blog da Helena

novo golpe

Reforma política ou tentativa de acabar com o PT e ficar no poder para sempre?

Para oligarquias inescrupulosas, é mais fácil comprar votos e manter controle dentro de um pequeno eleitorado confinado em distritos, em vez de conquistar grandes eleitorados com propostas
por Helena Sthephanowitz, para a RBA publicado 14/08/2017 15h37, última modificação 14/08/2017 17h48
Laycer Thomas / Ag. Câmara
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Deputados tomam posse da atual legislatura. Depois do golpe, reformas e livrar Temer de processo, estratégias para desviar do confronto com os eleitores
Depois de a imprensa lançar ao público a ideia do voto distrital – agora com o nome de "distritão" e só por isso apresentado como novidade – mostrando em simulações que a modalidade deve reduzir a bancada do PT na Câmara, a defesa do voto "distritão" virou o discurso da vez entre os conservadores, sob alegação de que o eleitor conheceria melhor o candidato a deputado ou vereador de seu distrito.
Quanto era presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) era o maior entusiasta e defensor da ideia. Agora longe dos holofotes de Brasília, parece que está governando de dentro da cadeia. A bandeira do "distritão" agora é empunhada por Michel Temer, que orientou seus aliados a aprovarem o modelo na comissão especial da Câmara, na madrugada de quinta-feira, durante sessão que debatia a reforma política.
Também são defensores do "distritão" o PSDB e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com quem Temer tem mantido encontros – inclusive fora das respectivas agendas oficiais – para, segundo eles, discutir a reforma política.
Entre os tucanos, o mais engajado em alterar o sistema eleitoral que está na Constituição é o senador José Serra (SP). Em 2015, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou a (PLS 25/2015), de autoria dele, que institui o voto distrital para vereadores em cidades com mais 200 mil habitantes.
Assim como Gilmar Mendes e Temer, Serra também prega o parlamentarismo. Talvez o senador tucano esteja pensando na possibilidade de ser nomeado primeiro-ministro apesar de derrotado duas vezes nas urnas, quando se candidatou a presidente.
Diferentemente do sistema atual, que vale a soma do número de votos de todos os candidatos e da legenda, o distritão transforma a eleição para deputado numa disputa majoritária. O sistema enfraquece os partidos, reduz a representação das minorias e dificulta a renovação do Congresso.
Quem ganha com isso são os políticos já com mandato, além de figuras conhecidas do grande público, como artistas e jogadores de futebol. Ao propor o distritão, os tucanos manobram para permanecer no poder. Não por acaso, a base de apoio da ditadura na imprensa tradicional (Globo, Veja etc.) é a mesma engajada na campanha pelo voto distrital.
No apagar das luzes da ditadura brasileira, em 1982, os feiticeiros políticos da Arena (partido de apoio à ditadura, ancestral do DEMos), quando perderam o controle sobre o voto popular, tentaram permanecer no poder reintroduzindo justamente o voto distrital, (agora distritão) por meio da Emenda Constitucional 22, de 29 de junho de 1982.
Não deu certo. Tal emenda não chegou a funcionar, pois antes das eleições de 1986, foi revogado com o fim da ditadura, pela Emenda Constitucional 25, de 1985. A Constituinte cidadã de 1988 decidiu por manter o voto proporcional.
E quem acha que pior do que está o Congresso, não fica, precisa pensar duas vezes. A coisa pode sim, ficar bem pior.
A elite só pensa por um lado: que um distrito como Higienópolis, bairro nobre em São Paulo, poderá eleger facilmente um político como o tucano Fernando Henrique Cardoso. Que o distrito da Savassi em Belo Horizonte ou o Leblon, no Rio, elegeria sem muito esforço alguém como o senador tucano Aécio Neves.
Mas e nas regiões ainda controladas pelo tráfico ou por milícias? Quem seria eleito nos distritos de algumas comunidades carentes do Rio de Janeiro? Quem seria eleito em bolsões da periferia de São Paulo, onde a organização criminosa PCC tem presença marcante e constante?
Nestes lugares o crime organizado impõe a lei do silêncio, até o toque de recolher. Se o voto for confinado ao distrito eleitoral, quem vai ganhar a eleição não será o direitista demo-tucano, nem o esquerdista do PT ou do PcdoB. Será o candidato do tráfico ou da milícia (máfia de policiais) alojado em qualquer partido.
No Rio de Janeiro, o DEM já deu legenda para eleger gente como, por exemplo, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães, que está preso, acusado de chefiar o grupo de milicianos Liga da Justiça.
Rio e São Paulo são emblemáticos, mas o quadro se repete em quase qualquer metrópole brasileira. O resultado trágico da adoção dessa modalidade de voto nas eleições pode ser a infiltração do crime organizado no Congresso, mais do que casos isolados.
O Brasil correria o risco de ver aqui situação parecida com a que sofreu a Colômbia, no auge do megatraficante Pablo Escobar, quando os cartéis das drogas controlavam províncias inteiras.
Os defensores do "distritão" argumentam que o eleitor exerceria maior controle sobre o deputado, por haver maior proximidade. Não passa de teoria que não se sustenta na realidade. O controle pelo eleitor depende de sua consciência política e interesse para acompanhar o desempenho de seu representante, e não do sistema eleitoral pelo qual ele foi eleito.
A intenção oculta das oligarquias defensoras do voto "distritão" é o contrário: é o maior controle dos caciques sobre o eleitorado do distrito, como ocorria nos currais eleitorais.
Para oligarquias inescrupulosas é mais fácil comprar votos e manter controle dentro de um pequeno eleitorado confinado em distritos, em vez de um eleitorado de massas.
Então, é melhor deixar de lado o oportunismo de ocasião na defesa do "distritão", e qualificar o debate.
LEIA MAIS EM :
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2017/08/reforma-politica-ou-tentativa-de-acabar-com-o-pt-e-ficar-no-poder-para-sempre

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