Posted: 12 Jan 2012 07:27 AM PST
Ao
lado do governador e da primeira-dama de São Paulo, Geraldo e Lu
Alckmin, e dos ministros Mário Negromonte e Alexandre Padilha,
presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de assinatura do termo
de adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo de SP. Foto:
Ichiro Guerra/PR
Ao participar hoje (12) da assinatura de termo de compromisso com o
governo de São Paulo para a construção de 97 mil unidades habitacionais
do Programa Minha, Casa Minha Vida (MCMV), a presidenta Dilma Rousseff
assegurou a construção de mais 3 mil moradias, totalizando 100 mil no
estado. As unidades serão destinadas a famílias com renda mensal de até
três salários mínimos e serão construídas até 2015.
“Essa é a grande novidade de hoje. Nós não vamos fazer 97
mil, governador [Geraldo Alckimin], porque 97 é conta quebrada; vamos
fazer 100 mil unidades. Os 3 mil nós assumimos”, disse a presidenta.
Ela afirmou ainda que, assim como ocorreu em 2008, a resposta
brasileira à crise financeira internacional é a ampliação dos
investimentos e a manutenção do nível de consumo. E disse que o programa
Minha Casa, Minha Vida é exemplo da ação brasileira, uma vez que, ao
mesmo tempo em que garante a inclusão social por ter como alvo a
população pobre, gera empregos, especialmente na construção civil.
“O Minha Casa, Minha Vida, ao lado do Brasil sem Miséria,
completa a possibilidade do grande desafio que temos hoje, de promover a
igualdade de oportunidades (…). Nós não queremos um país de bilionários
e de pobres. Queremos um país de pessoas ricas e prósperas, sim, mas
queremos, sobretudo, um país de classe média, e ninguém é classe média
se não tiver sua casa.”
Em seu discurso, a presidenta ressaltou a importância da parceria com
o governo de São Paulo, estado “imprescindível para o desenvolvimento
do país”. E disse que a adesão do governo estadual resolve o que era a
grande dificuldade para a ampliação do programa na capital paulista: o
preço e o acesso aos terrenos. Para a construção das unidades, a União
investirá R$ 6,15 bilhões e, o governo do estado, mais R$ 1,9 bilhão.
“São Paulo é a terceira maior região metropolitana do
mundo não por acaso. É porque aqui se atraem empregos, têm
oportunidades, e é de fato um local fundamental para o país. Mas há
consequências disso: atrai a população e o preço da terra se torna caro.
Hoje é um momento muito importante, pois o governador vai viabilizar um
processo que tínhamos dificuldade aqui, que é o preço e o acesso à
terra.”
Dilma Rousseff destacou o caráter republicano da relação com o
governo paulista e afirmou que “não se faz e não se pode ter dentro de
políticas governamentais relação de atrito com estados e municípios”.
Nesse sentido, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lembrou dos
programas de sucesso resultados de parceria do estado com o governo
federal e, assim com a presidenta, assegurou continuidade desse
processo.
“No que depender de São Paulo, esses alicerces que
proporcionam harmonia dos governos em benefício da população
permanecerão de pé, em meio a qualquer intempérie. Estamos juntos para
trabalhar em prol da população”, disse o governador.
Minha Casa, Minha Vida – O Programa Minha Casa,
Minha Vida já contratou a construção de 1.462.133 moradias em todo o
país. Mais de 540 mil unidades habitacionais já foram entregues, do
total de 719.522 concluídas. Atualmente, 742.611 casas e apartamentos
estão em construção. E na segunda fase do programa, o governo federal
vai investir R$ 125,7 bilhões na construção de 2 milhões de moradias até
2014.
Posted: 11 Jan 2012 06:59 AM PST
O
governo federal vai liberar R$ 75 milhões para ações emergenciais em
decorrência das chuvas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e
Espírito Santo, informou hoje (11) o ministro da Integração Nacional,
Fernando Bezerra, após reunião na Casa Civil da Presidência da
República. Os recursos serão repassados aos governos estaduais e
municipais para serem usados em compras de emergência, como alimentos e
combustível, e abrigo às vítimas.
Serão destinados R$ 30 milhões para Minas Gerais, R$ 25 milhões para o
Rio de Janeiro e R$ 20 milhões para Espírito Santo. Os recursos estão
contemplados na Medida Provisória 553, de 21 de dezembro de 2011. A transferência será feita por meio do cartão de pagamento da Defesa Civil.
“Eu acredito que os estados deverão atender a essa
exigência [a aquisição do cartão de pagamento da Defesa Civil] ao longo
dessa semana. E os recursos estarão disponibilizados aos municípios e
estados já a partir da próxima semana (…). A presidenta Dilma tem
reiterado que não faltarão recursos para atender e assistir a população e
nem para auxiliar os estados e municípios atingidos.”
Fernando Bezerra afirmou que a força-tarefa com 35 geólogos,
anunciada na última segunda-feira (9), já está trabalhando nos três
estados e que, até o final da semana, 15 hidrólogos também já estarão
atuando nos estados. Disse, ainda, que a Defesa Civil nacional
disponibilizou 8 mil cestas básicas para atendimento imediato à
população desabrigada.
“Sendo necessário, com novas demandas, outras cestas básicas serão enviadas”, disse o ministro.
O ministro também fez um alerta para a necessidade de atenção e
prontidão ao longo de todo o dia de hoje e na madrugada desta
quinta-feira. Segundo ele, dados do Cemadem indicam chuvas intensas
nesse período nos três estados. Já nos dias subsequentes, a previsão é
de que as chuvas diminuam.
“Essa é a recomendação que estamos passando para que a
gente possa vencer o último dia de estado mais crítico nesses três
estados.”
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, também presente na
entrevista coletiva, informou que há 50 trechos de rodovias federais
atingidos, envolvendo os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de
Janeiro, Goiás e Mato Grosso. Desses, 25 operam em regime parcial, oito
estão interrompidos e 17 já operam em regime de normalidade.
“Nós estamos trabalhando com as nossas equipes e as do
DNIT em estado de prontidão e absoluto alerta, alerta total. É isso que
tem permitido atuação imediata para que sejam mobilizadas máquinas e
equipamentos e o trabalho de desobstrução seja realizado.”
Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que os serviços
de saúde nos municípios atingidos estão em completo funcionamento, “seja
a rede básica, sejam os serviços de referência ou de alta
complexidade”, e que o abastecimento de água restabelecido.
“Nós estamos mantendo ações de alerta e segurança e nosso foco nesse primeiro momento é evitar mortes.”
Ele também alertou a população para que, no período após as chuvas,
continue atenta e que mantenha a vacinação em dia para evitar a
proliferação de doenças.
“Toda pessoa que começar a sentir febre e dores no corpo
nesse momento deve procurar um serviço de saúde. É importante alertar a
população que qualquer manuseio nas áreas inundadas deve ser feito com a
pessoa calçada, com camisas de manga, luvas, a fim de evitar a
proliferação de leptospirose.”
Seca – O ministro da Integração Nacional informou
que haverá uma nova reunião amanhã (12) para definir as ações
emergenciais de atendimento aos estados da Região Sul que sofrem com a
seca. Ele disse que na próxima sexta-feira (13) as medidas de apoio aos
produtores devem ser anunciadas, mas antecipou que o Banco do Brasil
trabalha para a disponibilização de R$ 3 bilhões de crédito.
“O governo está atento que a principal medida nesse momento é apoiar os
pequenos e médios produtores, além das cooperativas”, afirmou.
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