Posted: 08 Dec 2011 11:03 AM PST
Iriny
Lopes comenta, no programa Bom Dia Ministro, a ampliação da Central de
Atendimento à Mulher - Ligue 180 para brasileiras no exterior. Foto:
Antonio Cruz/ABr
O governo federal ampliou a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
para brasileiras em situação de violência em Portugal, Espanha e
Itália. Assim como no Brasil, o serviço vai funcionar 24 horas por dia e
a ligação é gratuita. No programa de rádio Bom Dia Ministro
transmitido hoje (8), a ministra da Secretaria de Políticas para as
Mulheres, Iriny Lopes, explicou que o Ligue 180 vai atender as vítimas
de violência doméstica, de cárcere privado e aquelas que foram
ludibriadas por organizações criminosas com falsas promessas de emprego e
acabam cedendo à prostituição. A ideia é ampliar o atendimento para
outros países.
“Nós receberemos a ligação da vítima na nossa central de
atendimento aqui no Brasil. Então, nós vamos separar e encaminhar,
porque cada caso é um caso diferente. Assim, haverá casos em que será
diretamente direcionado à Polícia Federal, quando, por exemplo, se
tratar de tráfico ou de trabalho escravo. Outros casos, nós
encaminharemos ao consulado brasileiro e, talvez, o serviço que aquela
pessoa precise, a própria rede de serviço daquele país onde ela está é
suficiente. Todos os casos serão tratados, obviamente, de acordo com os
nossos acordos bilaterais assinados com os países onde o serviço está
instalado.”
As mulheres em situação de violência na Espanha devem ligar para 900
990 055, fazer a opção 3 e, em seguida, informar à atendente (em
português) o número 61-3799.0180. Em Portugal, devem ligar para 800 800 550, também fazer a opção 3 e informar o número 61-3799.0180. E, na Itália, as brasileiras podem ligar para o 800 172 211, fazer a opção 3 e, depois, informar o número 61-3799.0180.
No Brasil, entre janeiro e outubro de 2011, a Central de Atendimento à
Mulher recebeu 530.542 ligações, sendo mais de 58 mil relatos de
violência. Em 74% destes casos, a violência foi cometida por homens com
que as vítimas possuem vínculos afeitos. Os números mostram ainda que
66% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a
mãe.
De acordo com a ministra Iriny Lopes, em cinco anos de vigência da
Lei Maria da Penha, houve cem mil julgamentos de crimes cometidos contra
a mulher e dez mil agressores foram presos em flagrante.
“Os números são animadores. Embora o assunto seja sério e a gente tenha
pressa de resolver, não acredito que seja alterando a lei que vamos
conseguir, mas, sim, aplicando a lei. Não precisamos inventar leis
novas, porque as leis que estão aí dão conta. O que precisa é que as
autoridades assumam, efetivamente, as suas responsabilidades”, disse .
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