Posted: 01 Dec 2011 09:53 AM PST
Presidenta
Dilma Rousseff recebe, no Palácio do Planalto, a diretora-geral do FMI,
Christine Lagarde. Em discussão, a crise internacional e seus efeitos
nos países emergentes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A economia brasileira está sólida e pode resistir às dificuldades
impostas pela crise. A avaliação foi feita hoje (1o) pela diretora-geral
do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Em visita ao
Brasil, ela foi recebida pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio do
Planalto. No encontro, foram discutidos a crise que atinge com mais
seriedade os países da Europa e seus impactos nas economias emergentes.
No entanto, para a diretora do FMI, o Brasil está em situação
favorável, resultado de uma política econômica amparada em “três
pilares”: controle da inflação, câmbio flutuante e responsabilidade
fiscal. Junto com a força do mercado interno, esses três pilares
protegem a economia brasileira dos efeitos da crise.
“Compartilhei com a senhora presidenta nossas
preocupações com a Zona do Euro e a expectativa que nossos parceiros
europeus vão conseguir montar um conjunto forte para tratar os
diferentes componentes da crise. E ouvi da presidenta o apoio do Brasil
para reforçar e fortalecer o Fundo Monetário com aporte de recursos”,
disse Lagarde na entrevista coletiva concedida no Ministério da Fazenda
após reunião com o ministro Guido Mantega.
Na avaliação do ministro da Fazenda, a crise europeia está se
agravando, o que exige o aporte de recursos adicionais para o Fundo
Monetário Internacional. A preocupação, segundo Mantega, é que a crise
chegue aos países emergentes.
“O FMI está mais forte que em 2008 e mesmo assim deveria
se fortalecer ainda mais. O Brasil está disposto a colaborar com o
aporte adicional de recursos através de acordos bilaterais de crédito.
Não há quantia definida. Isso é uma discussão que nós fazemos com o
BRICs. Porém, isso está condicionado às reformas de cotas que já foram
acertadas em 2009/2010 e que nós tenhamos a colaboração também de outros
países, como Estados Unidos e os europeus.”
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