A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (14), no programa de rádio
Café com a presidenta, que, por meio dos programas Melhor em Casa e SOS
Emergências, o governo vai enfrentar, com coragem, dois dos principais
problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a
falta de leitos nos hospitais. Ela explicou que o SOS Emergências vai
permitir que a população seja atendida com mais rapidez e qualidade nas
urgências dos hospitais. Já o Melhor em Casa é um serviço de atendimento
médico domiciliar, que vai evitar as internações para aquelas pessoas
que podem receber o tratamento em casa.
Segundo a presidenta, o SOS Emergência vai começar pelos
prontos-socorros de 11 hospitais de referência, mas, até 2014, serão 40
emergências atendidas em todos o país.
“Para esse programa dar certo, precisamos melhorar a
gestão dos hospitais e o treinamento das equipes. E, para isso, vamos
contar com a parceria dos melhores hospitais do país, aqueles que são
chamados de hospitais de excelência. Mas a gente sabe que não se resolve
o problema da qualidade do atendimento somente melhorando os
prontos-socorros. Então, o SOS Emergências estará integrado a outras
ações do programa Saúde Toda Hora, que prevê investimentos de R$ 18,8
bilhões até 2014. Esses recursos vão para a rede do SAMU, para as UPAs
24 Horas, que são as Unidades de Pronto-Atendimento. Também serão
utilizados para ampliação de leitos de UTI, para os serviços de atenção
básica e no programa de atendimento médico domiciliar, o nosso Melhor em
Casa.”
Em relação ao programa Melhor em Casa, a presidenta Dilma disse que o
objetivo é oferecer a segurança e o cuidado do hospital no conforto do
lar, onde o paciente terá o carinho da família e menor risco de
infecções. Para implantar esse programa, o governo vai investir R$ 1
bilhão até 2014. Serão contratadas mil equipes de Atenção Domiciliar e
mais 400 de apoio. E quando as mil equipes estiverem habilitadas,
segundo a presidenta, 60 mil pacientes serão atendidos em casa.
“Nós decidimos oferecer o tratamento domiciliar para
humanizar o serviço público de saúde. Esse projeto é ainda mais positivo
para os idosos, principalmente com o aumento da expectativa de vida no
país. Nós vamos atender, em suas próprias casas, os doentes crônicos, os
pacientes que estão em recuperação de cirurgias e as pessoas em
processo de reabilitação motora”, explicou Dilma Rousseff, esclarecendo
que os médicos dos hospitais vão indicar o tratamento domiciliar
dependendo do caso de cada paciente. Mas opção de aderir ao programa
será sempre do paciente e de sua família.
Ela lembrou ainda que “o Brasil é o único país do mundo com mais de
100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema
universal, público, gratuito e, que nós queremos, de qualidade”. Segundo
a presidenta, dos 190 milhões de brasileiros, 145 milhões dependem do
SUS.
“Sabemos que é uma tarefa enorme, mas nós vamos enfrentar
esse desafio, porque os brasileiros e as brasileiras merecem uma saúde
de qualidade.”
Ouça abaixo a íntegra do programa de rádio Café com a Presidenta ou leia aqui a transcrição.
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