segunda-feira, 4 de junho de 2018
INN - Estamos mesmo numa democracia, ainda?....Via A Justiceira de Esquerda
POR FERNANDO BRITO ·

Janio de Freitas e Teresa Cruvinel, na Folha e no JB, alertam contra o despudor com que se pede uma nova ditadura no Brasil.
“A sem-cerimônia com que a conclamação à “intervenção militar” passou
dos testes tímidos, aqui e ali, à explicitude urrada, por voz e por
escrito, estendeu-se no país”, diz Janio, advertindo que é ” grande o
risco de que o slogan não saia das ruas em ebulições no futuro próximo. A
população mal informada, carente de percepção política e sugada pela
crise não pode ser obstáculo à pregação do salvamento ilusório”.
Cruvinel avisa que “há mais que discurseira irresponsável nessa loucura.
E já tendo o país sangrado tanto, já tendo o governo errado tanto, tem a
obrigação de identificar e punir os que atentam contra as democracia. A
Constituição considera crime inafiançável e imprescritível (artigo 5º.,
inciso XLII) “a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático”.
Mas quem é o “pai da criança” das pseudosoluções à força senão o sistema
judicial-midiático que, tal como pregam que os militares o façam,
assenhoreou-se da vida brasileira e fez substituir a legitimidade dada
pelo voto pela legalidade de sua vontade e de seus propósitos?
Claro e evidente está que os adeptos da ditadura, sem o aspecto tosco
dos que pedem um regime militar – de resto anacrÔnico como forma de
dominação em pleno século 21 e sua irreprimível capacidade de
comunicação – são outros.
Pouco importa que usem a lei e a Constituição como escudo, se a umas e à outra moldam e fazem funcionar segundo sua vontade?
Não tem impeachment sem crime de responsabilidade? Cria-se um, de nome
jocoso: “pedaladas”. Não há posse ou propriedade de um apartamento a
provar corrupção? “Atribui-se” um a Lula. Há gravações de malas de
dinheiro, de que “a gente mata ele antes que faça delação”, há contas de
milhões na Suíça? Solte-se e se empurre com a barriga, porque estes não
são “daqueles” que interessam.
Estamos mesmo numa democracia, ainda? Formalmente, pode ser, por
enquanto, porque ainda não se cancelaram, senão pela interdição do
candidato favorito, as eleições.
Mas como dizer que temos um regime democrático se a política, ferramenta
com a qual se o exerce, está acuada em um canto, torcendo para que
jornais, tevês e juízes não lhes apontem o dedo e decretem a execução de
quem quiserem?
Não são os lunáticos hidrófobos que ameaçam a democracia e a liberdade
no Brasil. Eles são produto de algo muito pior: a glorificação da
estupidez e a moralidade dos cínicos, cúmplices e beneficiários de um
sistema de espoliação do Brasil que é, perdoem-me a grosseria, com um
“vende esta merda”, como se este não fosse, ao menos para a imensa
maioria, o país que temos e no qual estamos fadados a viver e criar
filhos e netos.
Postado há 3 days ago por Blog Justiceira de Esquerda
sábado, 12 de maio de 2018
terça-feira, 1 de maio de 2018
quarta-feira, 25 de abril de 2018
INN - Via A Justiceira de Esquerda - PORQUE MORO NEGOU A DEFESA VISTORIAR EFAZER PERICIA NAS TAIS REFORMAS DO TRIPLEX ?
Exclusivo:
Desembargador amigo de Moro negou prova que poderia derrubar farsa da reforma do triplex.
Por Joaquim de Carvalho
No início de 2017, o
juiz Sergio Moro e Tribunal Regional Federal da 4a. Região negaram à
defesa do ex-presidente Lula a produção de uma prova que poderia
desmontar a farsa da reforma no triplex do Guarujá atribuído a Lula.
A defesa do
ex-presidente pediu ao juiz Sergio Moro uma série de provas e depoimento
de testemunhas para demonstrar que Lula não era dono do triplex nem
tinha nenhuma relação com as supostas reformas no imóvel.
Moro negou, sob
argumento de que tais provas eram “impróprias”, “inadequadas aos fins
pretendidos”, “impertinentes” ou “irrelevantes”.
Os advogados recorreram, mas, no Tribunal Regional Federal, o relator João Pedro Gebran Neto manteve a negativa de Moro.
Entre os pedidos da
defesa, estava demonstrar se “a OAS utilizou diretamente de recursos
eventualmente ilícitos oriundos dos três contratos firmados com a
Petrobras indicados na denúncia, na construção e eventuais benfeitorias
realizadas no empreendimento Condomínio Solaris”.
Também pretendia
conhecer que alterações haviam sido feitas no triplex e seu custo —
houve, de fato, reforma, com a instalação de um elevador privativo.
Mas nenhuma dessas alterações foi solicitada por Lula e Marisa, segundo todas as testemunhas.
O gerente de contratos
da OAS Empreendimentos, Igor Ramos Pontes, declarou em juízo que a
família Lula da Silva sempre foi tratada como potencial compradora,
nunca como proprietária.
As reformas, segundo ele, foram feitas para tornar o triplex mais atrativo, já que era muito simples.
O procurador da república perguntou:
“Qual foi a justificativa para essa reforma?”.
Igor respondeu:
“A justificativa foi
que no apartamento seria feita uma melhoria com o objetivo de facilitar o
interesse pela unidade, porque a unidade era muito simples, era uma
unidade básica, enfim, e o objetivo era melhorar o apartamento para ver
se de repente o ex-presidente se interessava em ficar.”
O procurador insistiu:
“O senhor pode só detalhar um pouco mais isso aí, foi dito para ver se o ex-presidente se interessava em ficar?”
Igor explicou:
“É, para melhorar a
unidade, já que a unidade era uma unidade muito simples, com o objetivo
de facilitar, digamos assim, o interesse dele pela unidade, ver se de
repente facilitava, enfim, querer ficar com o apartamento.”
Esse depoimento bate
com o que disse Lula, ao ser interrogado por Moro: o ex-presidente disse
que esteve lá uma vez e descartou a aquisição do apartamento.
Lula, com a
popularidade que tem, nunca desfrutaria de privacidade num condomínio
como aquele, numa das praias mais movimentadas do Brasil, mesmo com
elevador privativo.
Moro disse que Marisa
voltou lá uma vez. “Por quê?”, quis saber Moro. Lula aventou a
possibilidade de Marisa pensar em uma opção de investimento.
Nunca é demais lembrar que Marisa tinha cota do condomínio desde 2005, comprada e declarada no seu imposto de renda.
Para Lula, com o
dinheiro que recebia por palestra desde que deixou a presidência — 200
mil dólares —, dinheiro para a aquisição não era problema.
E para a OAS vender um apartamento para o presidente mais popular da história recente era um excelente negócio.
Quem diz que houve
solicitação do casal para as reformas é o ex-presidente da OAS, José
Aldemário Pinheiro Filho, o Leo Pinheiro, mas a palavra dele, para
efeitos do processo, deveria ser considerada imprestável.
Léo Pinheiro é réu na
mesma ação e, ao dizer o que o Ministério Público Federal (e o juiz
Moro) queria ouvir, obteve redução da pena.
“Em nenhum lugar do
mundo, a palavra de um co-réu pode ser usada para condenar outra
pessoa”, disse o advogado Cristiano Zanin quando Lula foi condenado.
Em nota, a defesa de Lula alertou, na época, para o caráter político da condenação:
“O presidente Lula é
inocente. Por mais de três anos, Lula tem sido objeto de uma
investigação politicamente motivada. Nenhuma evidência crível de culpa
foi produzida, enquanto provas esmagadoras de sua inocência são
descaradamente ignoradas. Este julgamento politicamente motivado ataca o
Estado de Direito do Brasil, a democracia e os direitos humanos básicos
de Lula. É uma grande preocupação para o povo brasileiro e para a
comunidade internacional.”
Com a perícia, a defesa
pretendia saber a data em que “o empreendimento foi finalizado; a
situação das unidades do empreendimento, inclusive no que tange ao
registro no Cartório de Registro de Imóveis; as alterações eventualmente
realizadas na unidade 164-A após a finalização do Condomínio Solaris; o
valor da unidade 164-A e das alterações eventualmente realizadas no
local; eventual posse da unidade.”
Para fechar o quadro de elucidação, a defesa solicitou ainda o depoimento das arquitetas Jessica
Malzone e Paula, mencionadas pelo acusado Rodrigo Moreira Ferreira,
ex-executivo da OAS, em seu interrogatório como responsáveis pelo
projeto de reforma do apartamento triplex.
O depoimento delas era
fundamental. Se a família Lula da Silva estivesse interessada na
reforma, era natural que conversasse diretamente com as arquitetas ou
que estas recebessem instruções claras sobre as orientações dos
compradores.
Qualquer pessoa que faz
reforma em casa sabe que é assim que funciona: as arquitetas sentam com
os clientes e conversam sobre suas preferências. Por que a arquiteta
Jéssica nunca foi ouvida, nem Paula?
Para negar o pedido, Gebran alegou que a defesa de Lula não forneceu o nome completo nem o endereço. “Entretanto,
é ônus da parte apresentar a identificação completa, inclusive
endereço. Não cabe transferir o ônus a terceiros”, disse o
desembargador.
É claro que faltou boa vontade ao magistrado. Quem tinha o endereço das arquitetas é a empresa que as contratou, a OAS. Gebran foi por outro caminho. Disse ele:
A Defesa,
aparentemente, questiona a veracidade desses depoimentos. Mas, verazes
ou não, as arquitetas arroladas de maneira precária sequer teriam o que
esclarecer, já que não teriam tido contato com o casal presidencial
mesmo segundo os depoimentos questionados pela Defesa. E, considerando a
quantidade de depoimentos já tomados sobre a reforma do apartamento
triplex, não são necessários outros sobre o mesmo assunto. Essa questão
também foi tratada no item 3, adiante. Indefiro, portanto, o requerido,
pois a Defesa não cumpriu o ônus de identificar propriamente as
testemunhas e indicar o endereço e além disso os depoimentos não teriam
relevância para esclarecer os fatos.
Negando um direito da defesa, ajudou a construir um cenário que, hoje, permite manter Lula trancado, numa cela isolada.
.x.x.x.x.
O MTST, com a ocupação com caráter de protesto, prestou um serviço a
quem busca a verdade factual: o triplex era básico, nada parecido com a
narrativa contida no processo de Moro: se o triplex simples era o
quinhão de Lula no esquema milionário de corrução da Petrobras, o
ex-presidente seria o chefe de quadrilha mais tolo da história da
humanidade.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
INN - A FARSA DA REFORMA DO TRIPLEX -- EXPLICA MORO !
REDES SOCIAIS: Vídeo Que Deve Servir Como Nova Prova Para Lula “Ganha Corpo” E Põe Dallagnol No Chão _+_+_PAU SÓ NO LULA! Lava Jato Não Diminui A Corrupção, Diz Datafolha
https://www.facebook.com/mauriciopina.pina.5/videos/1656872767728155/
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PAU SÓ NO LULA! Lava Jato Não Diminui A Corrupção, Diz Datafolha
Do Datafolha:
Os brasileiros estão mais céticos com os resultados da Lava Jato no
combate à corrupção no país: 51% acreditam que depois da operação a
corrupção no Brasil irá continuar na mesma proporção de sempre, índice
superior ao registrado em abril (44%) e setembro (44%) do ano passado. O
índice dos que acreditam em diminuição dos níveis de corrupção passou
de 45% para 44% entre abril e setembro de 2017 e agora caiu para 37%. Os
demais avaliam que a corrupção irá aumentar após a Lava Jato (10%
atualmente, ante 7% há um ano) ou não opinaram sobre o tema (3%).
O grau de desconfiança em relação à queda na corrupção tem grande
variação entre os diversos segmentos da pesquisa. Entre os homens, por
exemplo, 44% acreditam que a corrupção irá diminuir no país após a Lava
Jato, índice que cai para 30% entre as mulheres. Os mais jovens, de 16 a
24 anos, também são mais pessimistas (29% acreditam em queda no nível
de corrupção) do que os demais (entre quem têm de 25 a 34 anos, o índice
sobe para 35%, e vai a 43% entre quem tem de 45 a 59 anos). Também há
diferença aqueles que estudaram até o ensino fundamental (34% veem queda
na corrupção) e os brasileiros que chegaram ao ensino superior (46% têm
a mesma opinião). A análise por renda mostra que, na parcela dos mais
pobres, com renda mensal familiar de até dois salários mínimos, 30%
avaliam que após a operação haverá queda na corrupção, índice que vai a
54% entre os mais ricos, com renda familiar superior a 10 salários.
Entre os brasileiros que declaram votar em Lula em um das situações de
1º turno (C), 24% acreditam em diminuição da corrupção. Essa taxa
contrasta com a registrada pelos que pretendem votar em Bolsonaro (52%),
Barbosa (55%) e Álvaro Dias (55%), presidenciáveis com o índice mais
alto de otimismo com relação à Lava Jato. Na parcela dos que veem a
prisão de Lula como justa, 47% veem queda no nível de corrupção após a
operação, o dobro do registrado entre quem vê a prisão do petista como
injusta (24%).
Para 68% dos brasileiros, uma parte dos políticos citados até o momento
em delações premiadas na Lava Jato serão presos, mas a maioria deles
ficará livre. Os demais avaliam que a maioria será presa, mas alguns não
(16%), ou que todos serão presos (11%), além de 3% que não opinaram ou
que respondem que ninguém será preso (1%). Em abril do ano passado, 72%
opinavam que alguns desses políticos seriam presos, mas a maioria não,
7% acreditavam que todos seriam presos, e para 13% a maioria iria para a
prisão, e alguns ficariam soltos.
Postado há 14 hours ago por Blog Justiceira de Esquerda
sexta-feira, 13 de abril de 2018
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